domingo, 19 de março de 2017

Comentário sobre "Animação Cultural" de Vilém Flusser

Os objetos do meu cotidiano ainda aparentam não ter consciência própria e, apesar dos estudos na últimas décadas em busca de inteligências artificiais, ainda não foi criado um objeto que seja auto consciente similarmente ao ser humano. Essa busca tecnológica está mudando a forma como concebemos alguns objetos e o mundo que nos cerca, porém, ainda é possível pensar nos objetos como a expressão humana cultural, artística e tecnológica no mundo, dependentes dos valores e sentidos que os indivíduos lhes atribuem. E, assim como afirmado no texto, a interação entre os fenômenos inanimados e os animados - o ser humano e o ambiente que o cerca - tem os objetos como resultado.
A partir do diálogo com os textos dos colegas, é possível perceber o foco recorrente  na dependência do ser humano com os próprios objetos, principalmente eletrônicos atuais. Essa interação é compreensível tendo em vista que os objetos são produzidos a partir das necessidades práticas e subjetivas humanas, além disso, nossos objetos eletrônicos com acesso a internet e redes sociais passaram a ter importância na expressão da individualidade e noção de coletividade de cada pessoa, o que os tornam socialmente imprescindíveis  para o indivíduo na vida contemporânea.

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